segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SANIDADE



Queria ser eu agora uma louca varrida como diz o ditado popular.
Louca! Louca, por ainda querer acreditar que seria um ser
em sua própria essência normal.
Mas os insanos padrões de vida estabelecidos
ainda pesam na balança da consciência.
Então surto. E me pego com vontades tamanhas
de liberdade de sair por aí, sem dar meras explicações,
curtir meus devaneios com naturalidade e ser visto
como um belo ser criado para aprender e ensinar,
sem restrições, sem normas.
Normas essas criadas, quem sabe, por um louco
que ninguém varreu.

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