quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL




Meu amigo. Não te esqueças.
Pelo Natal do Senhor,
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do Amor.
Reparte os bens que puderes
Às luzes da devoção.
Veste os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.
Mas, não te esqueças de ti,
No banquete de Jesus:
Segue-lhe o exemplo divino
De paz, de verdade e luz.
Toma um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.
Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.
Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem.
Deus é a Suprema Justiça.
Não deves julgar ninguém.
Esperas bens neste mundo?
Acalma o teu coração.
Às vezes, ao fim da estrada,
Há fel e desilusão.
Não tiveste recompensas?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor.
Queres esmolas do Céu?
Não te fartes de saber teus,
Que o Senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.
Desesperaste? Recorda,
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.
Natal!... Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu...
Conchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do Céu.
- Mas, ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor:
Vê se já tens a humildade,
A seiva eterna do amor.



Feliz Natal !!!

Autor: Médium: Chico Xavier
Espírito: Casimiro Cunha
Data: 01/12/2000
Fonte: O Mensageiro

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um pouco de Clarice Lispector

"Renda-se, como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei.
Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento".
...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010




Se chover você me molha.
Se molhar, você me enxuga.
Se a saliva aguça novos prazeres,
Tenho muito o que degustar.

*gentileza copiar com os créditos da autora.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Viagem




Fazendo uma viagem dentro de mim.
Vejo tudo que tenho de melhor e pior.
Peguei uma carona na vida, estacionei
na obediência. Virei a esquina da rebeldia,
entrei na rua da Revolta, passei pela
Av. Mudanças e peguei outra estrada.
Nessa estrada havia um caminho
chamado Tranqüilidade, que por ele
passava o rio da Paciência, com um
cheirinho de calma.

Vi que tudo ali era belo, perfeito. E
como não existe perfeição, desviei
meu curso pisando fundo no Vale das
Aventuras que tinha uma passagem
secreta à cidade dos Perigos, que
tinha como capital: Confusão e um
interior chamado Ódio.

Consegui achar uma saída de emergência
que se chama arrependimento. Entrei
no ônibus da saudade e voltei dessa
maravilhosa viagem que tem por
nome: reflexão.

* Gentileza copiar com os créditos da autora

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Vá - Vanessa da Mata


Vá
Não fale mais, leve o que é seu e só
Vá
Que o sol já vem e com ele outro dia
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que eu sofra mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Vá
Se descobrir,
Vá crescer, entender e saber
O que quer, quem você quer,
Não me faça mais chorar
Como se eu fosse nada, para o ego do meu bem,
Quantas você tem? Quantas você faz sofrer?
Seduzindo o mundo, quantas ficam ao seu bel prazer?
Cresça, me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu, amanha serei bem mais feliz
Preciso ser mais forte, para não voltar atrás
Aliviando desespero, para adiar o sofrimento
Cresça,
Me deixe em paz, mesmo que doa mais
Agora tudo é seu
Amanhã serei bem mais feliz (2x)



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Meu niver






























Ontem dia 16/11 foi meu niver...
comemorei dia 15/11 em Mangue-seco. Amei o passeio!
Coloquei um tico de fotos p quem n conhece.
Bjks

domingo, 7 de novembro de 2010

ELA

Ela,
aquela,
na janela.

Ela,
pequena,
serena.

Ela,
uma mente,
inteligente.

Ela,
concretiza,
poetisa.

Ela,
como eu,
sou eu.

sábado, 6 de novembro de 2010

O BOM VIVER




Às vezes saio de mim
para melhor me ver.
Sinto e sei de tudo
que está ao meu redor.

Ando na contramão da vida,
atrás de algo que eu possa
ter deixado escapar.

Também vivo minhas derrotas,
horas me esbagaço
e o vaso que há em mim,
faz-se em pedaços.
Junto os cacos
e me apronto para o dia seguinte.

Sigo sorrindo,
registro meus dias felizes em fotos
para que eu não esqueça,
como é bom viver.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

IDENTIDADE

Eu sou o fim e o começo.
Eu sou tudo,
e ao mesmo tempo me desconheço.
Às vezes não sei o que é bom para mim
e geralmente desconheço o mal.
Provo do que diz ser "proibido".
Falam dos erros nas pessoas
e eu continuo me sentindo bem.
A sociedade castiga seus próprios desejos;
sofre e adoece.
Quem nasceu para obedecer à hipocrisia,
não tem a chance de ser feliz.
O amor não tem sexo,
embora eu seja a parte feminina dele.
Busco o meu oposto ou o meu igual;
não sei...e quem sabe?
O que me importa mais é estar bem comigo;
racionalizando as emoções
e sublimando as ilusões.
não tenho tempo a perder e
o tempo é meu maior desafio:
é ele quem nos "en-terra".



terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que passou





















Suspirei neste momento

e sorri de mim mesma.

Em um desses clássicos da comédia da vida,

lembrei de nós dois.

Antes te amava com ardor,

tinha toda e venerada paixão.

Hoje, não mais.

Não sinto nem amor,

nem rancor.

Hoje não sinto nada.

Quando vens à mim,

nada mais gira ao teu redor,

a não ser as folhas de outono.

Penso, tento imaginar

como aquilo tudo

é um nada agora.

Parece até que nunca te vi,

que nunca sofri.

E parece que nada perdeu,

nada sofreu.

O que passou, passou...

E tua vida já não me importa.

Ontem é um passado esquecido;

hoje um presente vivido;

e amanhã um futuro compensador.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SEDUTORA LUA


A lua cheia quando surge no horizonte,
vestida de nuvens misteriosas
que a despem lentamente.
Como se fosse o nascer
de uma outra face de ampla sedução,
exalando do seu corpo
nossas fantasias e vagos devaneios.
A libido vem à tona.
Então a lua se enche de prazer,
enquanto vai subindo no céu,
acompanhada de um longo
e luxuoso orgasmo:
puro, radiante e límpido refletido
nos meus olhos embevecidos
neste momento de contemplação.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Niver de vovó


Hoje o amor da minha vida completa 84 anos!

Eu agradeço a Deus por ter a graça de te-la como mãe, avó, amiga....
Felicidades sempre! Eu te amo demais e as palavras se tornam pequenas para definir tudo que sinto e tudo que és para mim.

sábado, 23 de outubro de 2010

Virando a página

A maioria das frustrações no amor se deve que nós queremos que a pessoa amada seja como esperamos (idealizamos) - o ideal não é o real e por isso, os castelos de areia se desfazem na beira da praia e isso faz com que sintamos dores nos lugares onde nem nos dávamos conta em nosso corpo. Quando uma relação termina, não importa mais o que façamos: corte de cabelos, academia, tapa no visual, sair com amigos...ainda vamos nos pegar pensando em cada detalhe, imaginando o que fizemos de errado ou como podemos ter interpretado mal ou mesmo não termos percebido fatos no nosso nariz e como foi que num breve momento achamos que poderíamos ser tão felizes. Às vezes ainda dá a sensação que em um passe de mágica a pessoa irá bater na sua porta ou entrar mesmo sem pedir licença...coisas que só o coração fantasia na negação da perda. Mas, depois de tudo isso, demore o tempo que tem para demorar, estaremos em um lugar novo, conheceremos pessoas novas, essas darão um novo sentindo para continuarmos em busca da felicidade e que, pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar e aquela época torva, aqueles anos ou vida que desprendemos (ou pensem que desperdiçou)...
...Tudo isso começa a dissipar.
E podemos perceber que ainda, mesmo assim, tudo vale a pena.
Mesmo que logo tempo ou breve.
Vale a pena sorrir mesmo que triste.
Querer mesmo que tenha.
Vale a pena amar, mesmo que este seja como um grão de areia.
O amor é bem maior do que toda razão.
E toda razão se cala e se rende ao amor.
Então, vamos virar a página do passado e (re)construir um lindo presente e um esperado futuro.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Show da Leila Pinheiro

Acabei de chegar do show da maravilhosa Leila Pinheiro...muito agradável, simpática, alegre e uma energia contagiante para quem fará 50 anos, uma disposição de uma jovem feliz e de bem com a vida!

Ela fará ainda o mesmo show amanhã dia 13/10/2010 pelo projeto mpb Petrobrás.

Ganhei um convite muito especial na companhia mais agradável que eu poderia ter.

Eu sou suspeita para falar da Leila, então, deixo abaixo uma composição dela que amo demais.



Leva

Leila Pinheiro

Não tenho medo de nada
porque vivo minha vida
como quem sorve uma taça
de preciosa bebida
saboreio lentamente
cada hora, cada dia
nas coisas que tão somente
fazem a minha alegria

Eu te dou um forte abraço
eu canto
eu digo um agrado
tudo pra ver teu sorriso
o teu sorriso é sagrado
e, às vezes, apenas isto
é luz que dissipa a treva

A gente leva da vida, amor
a vida que a gente leva

sábado, 2 de outubro de 2010

Quando se ama, deixamos de julgar...
Quando se apaixona, não se julga...
E quando não há nem amor, nem paixão,
qualquer relação racional demais, vira
estudo de caso...e por julgar demais,
você acaba virando o juiz da sua própria solidão.

Julgamos o outro por aquilo que somos capazes de fazer.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um conselho de Chico Buarque







Por favor
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota dágua ...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010


Essa parte foi uma das melhores partes do espetáculo CATS q assisti no dia 9 de setembro em Sampa amada e querida por mim... a outra que me fez chorar tb foi a da GRizabella...voltando ao clã dos Jellicle Cats.

quando falo em melhor é pq me fez chorar...LINDO, LINDO..amei demais...assistiria outra vez...o melhor espetáculo que já vi...e olha que não sou fã de musicais.


http://www.youtube.com/watch?v=1ExSGJ0BEXg

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O valor de um amigo

Quando pensamos no valor de uma amizade colocamos questões intrínsecas em cheque. Quando conhecemos alguém que admiramos, nos identificamos, queremos como irmão, achamos que essa pessoa seja nosso porto seguro, que seja amigo para o que der e vier, ficamos nos sentindo aparados, amados e o elegemos como AMIGO. Você caro leitor sabe realmente o que significa essa palavra tão pequena, mas, tão grande em sua importância?

Eu sou uma pessoa que hoje estou seleta para os verdadeiros amigos... Pois, a maioria está mais para amigos da onça.

Quando a amizade começa é porque algo bom na pessoa nos atrai, amizade é um amor sem sexo. É um amor realmente perfeito, daquele que sabemos que não existe interesse. É ter como falei anteriormente “um porto seguro”.

Lembro uma coisa que meu avô falou para mim antes de falecer: amigo se conta nos dedos das mãos... “Nunca passe da primeira”. E meu avô estava certíssimo! Na euforia de momentos ínfimos achamos que todos são nossos amigos, que todas as pessoas que nos rodeiam e que estão conosco desejem nosso bem, mas o fato é que a maioria que te cerca e até aqueles que dizem te amar: mente. Na realidade, amigo é algo sublime e especial. Amigo é aquele que se expõe, que faz o que chamamos de impossível, é o que não nos julga, é o que nos defende até debaixo d’água, é aquele que te aceita como você é, é aquele que numa situação de perda e dor está ali ao seu lado fazendo o que a maioria das pessoas que só gostam de você não faz. É aquele que chora sua dor e se alegra com apenas um sorriso seu. É aquele que te dá colo, ombro e por final: é aquele irmão que queríamos ter.

Aquelas pessoas que são sorrateiras, falsas, dissimuladas, fingidas, invejosas, incapazes, que distribuem lérias fadadas aos seus conhecidos só para ter o prazer de te difamar, caluniar e te ver sofrer...também estão ao seu lado mascarando um amigo que nunca existiu. Essas pessoas sugam de você sua lealdade, fidelidade, carinho, e quando você está mais fragilizado, dão o bote. Bote que seja considerado da cobra da pior espécie. Dessas que nascem só e morrerão só, na merda, sem ter alguém que ame de verdade, porque jogam fora amizades leais para satisfazerem sua vaidade de troca de pele.

Para esse tipo de gente, eu digo: nunca serão felizes, ficarão cada dia mais feias, sem caráter, vendidas pela inveja e incapacidade de não conseguir ser e ter. Morro de pena dessas pessoas infantilizadas, psicopatas, manipuladoras, calculistas que nunca amaram ninguém, porque nunca se amaram.

Ass: Jecely Teixeira

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ofereço-te AMOR

A vida é movimento.
Ninguém tropeça, estando sentado.
Acertos, erros, idas e voltas...levantar e seguir.
Seguir em frente é preciso.
Olhar para trás é lembrar de quanto já crescemos.
Re-ação, algum passo em busca de uma meta.
Cada dia é um a menos.
Então, eu quero viver.
Viver e amar.Porque sem amor
a vida não tem graça. Não tem colorido.
Amar é a mágica do viver, do aprender e apreender.
É o doar-se sem nada cobrar e tudo querer.
Eu sou assim, igual a vida...sou MOVIMENTO.

Sou aquela que te traduz.
E agora meu coração é seu.
Eu canto o amor e a minha vida Reluz.
E viver hoje ficou multicor, desde que você apareceu.
Eu fui convidada a adentrar no seu mundo para:
Re-construir o amor;
Re-inventar novos adjetivos;
Re-viver no seu âmago um sentimento nobre,
Oferecido a poucos mortais.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

(...)eu aborto meus desafetos
como a dor de quem perde
aquilo que já se amou.

(Jecely Teixeira)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

narcisa

De repente, em frente ao espelho
minha máscara caiu...
E eu me apaixonei perdidamente
pela imagem que refletia...
A paixão é uma ilusão.
O amor cor(ação).

(Jecely Teixeira)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

lá fora faz sol,
dentro de mim invernou...
não sei bem o porquê
acordei com meu céu cinzento...
a sensação é que estou me despedindo
de algo que ainda não sei...
serão boas novas que hão de vir?
serão meus medos?
A felicidade é um caminho leve e fácil,
porém o medo de não alcançar essa estrada
nos faz senti-la traiçoeira,
nada mais escuro que o medo da solidão.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

A poesia é um gozo
um uso sabido
do erro errado

A poesia é um gozo
e se o não é
a culpa é do vizinho do lado

A poesia é um gozo
de palavras paralelas
daquelas
que não há

A poesia é um gozo
como um osso encravado

A poesia é um gozo
o leitor
deve sentir-se gozado



REFERÊNCIA: a poesia de E. M. de Melo e Castro

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hoje é o dia das Avós!


Eu não tenho só uma avó!

Deus foi tão bom comigo que me presenteou uma mamãe com açúcar.

Sim, ela é a minha melhor amiga, minha melhor conselheira,

minha guia, meu anjo da guarda.

Minha avó é muito mais que isso!

Se existir outras vidas mais,

eu quero fazer sempre parte delas com minha avó-mãe.
Quero envelhecer com a mesma disposição, sabedoria e bondade.

sábado, 10 de julho de 2010

pensamento sabatino

Quero uma manhã diferente
ver o sol nascer também diferente
quero sentir a luz da manhã em meu rosto
e a brisa suave do vento me desejando boas novas.

Quero beijos suaves
abraços saudosos
quero uma amor light
sem pressa

poesias na ponta dos dedos
deslizando em sua pele
respiremos paixão
Quero um amor independente de mim e comigo.

Jecely Teixeira

quarta-feira, 7 de julho de 2010

vaga hora pensando

cabeça leve,
corpo quente,
alma sorridente,
sorriso breve.

boca macia,
olhos brilhantes,
suores constantes,
pele arrepia.

Jecely Teixeira

quarta-feira, 30 de junho de 2010

FORMA





















No preto e branco
Vamos colorir!
Sorrir!
Misturar!
Enredar as cores,
Formas,
valores...

Colorido,
colori o dó,
colori a nota Fá,
com uma nota só!
Só?
Não hei de ser,
nem de estar.
Posso-me sentir
uma vez...
Outrora...
Não em dias constantes
Então coloriremos!
com sorrisos e doces.
Meu amigo diz que o doce
alegra a vida.
Eu quero mais é me alegrar
e alegre estar.
Temos vários "eus" dentro de nós.
Então usemos para nosso próprio crescimento.
Para nossa própria felicidade...
Feliz-idade,
Feliz cidade,
Estou feliz!
Mesmo no preto e no branco
Opaco ou sem cor...
A cor da vida e da felicidade,
está intrínseca em nós!

Jecely Teixeira

terça-feira, 22 de junho de 2010

Esperança

Que o tempo console as ilusões da vida.
Acolhe minha’lma em teu peito amigo.
Adormece a minha dor.
A fantasia doente.
A solidão e a tristeza.
A fria realidade.
Que as lembranças dissipadas não criem raízes.
Infeliz liberdade.
Sagrada prisão.
Desilusão utópica.
Triste fé.
Um Deus finito.
O amor da liberdade, não é o sol dos livres.
Chore comigo a minha dor.
Ressuscite a minha esperança.
O meu eu.



Jecely Teixeira

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mãos


Mãos que afagam.
Mãos delicadas.
Mãos ligeiras que correm o corpo.
Esquentam o sangue e arrepiam a pele.
Elas, lindas e minhas.
Às vezes tímidas, outras surpresas.
Sempre educadas, sem qualquer tipo de invasões.
Eu permissiva, deixo-as encaixar.


Jecely Teixeira

sábado, 15 de maio de 2010

Lacônica

Meu amor é visceral.
Não sei de amor metade.
Não sei o que sejam migalhas.
Eu, quando amo,
É total, corpo-alma-espírito.
É vida, é luz, é saí de si,
é o não chegar, é o estar e sempre.
É cumplicidade, lealdade,
é não estar em contramão.

Amo com paixão,
com loucura,
in.con.di.ci.o.nal.
Sem meras explicações,
eu me apodero.
Eu quero, eu estou, eu sou e eu vivo.
O que seria da vida se cada
um só amasse seu umbigo?
No mínimo, muitos com problemas na coluna.
Viver vai além de material, quem só pensa nisso,
acaba amargo, só e em relações superficiais.
Quem vive com amor, vive mais,
vale a pena estar e acreditar em dias melhores.
Tudo que se soma se torna mais forte.
O amor é mais que dois,
mas não existe quando só tem um.


Jecely Teixeira

segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Pequeno Tratado sobre a Mortalidade do Amor"

Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.

Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.

Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.

Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como O Amor Inteligente ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo A Paixão Tem Olhos Azuis, difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.

Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.

Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.

Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4ª série, ou entre fãs que ainda suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (bah, isso não é amor; amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).

Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram - teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.

Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.

PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX(oferece-se generosa recompensa)
Autor: Alexandre Inagaki

quarta-feira, 7 de abril de 2010

coerência mental

Pensando em situações que a própria mente da gente cria,
a fantasia rompe sua barreira e por um súbito momento se torna realidade...
a nossa mente, também mente...
...Mas, na sua essência nos tira verdades que não queríamos enxergar.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

e a solidão, antiga amiga, volta a me procurar,

sentiu saudades não soube esperar,

eu que ando meio em entrelinhas,

horas aqui e acolá.

A fuga é uma das piores ilusões.

soneto da meia noite


E a solidão, antiga amiga, volta a me procurar,
sentiu saudades não soube esperar.
Eu que ando meio em entrelinhas, horas aqui e acolá,
também cedo aos encantos dela, pois é a mais doce e sincera companhia.

Ela sempre me rodeia e diz que não estou só!

Ela é tão leal que me convence que toda outra companhia que se faz presente, é egoísta,
e que no momento crucial que você mais precisa estar sendo amparado, só ouve-se o barulho dos saltos da vaidade cada vez mais longe...Não adianta implorar migalhas de atenção ou comprar um bom filé mignon,tudo se gasta, e vai. e não volta.


Como sinto saudades do tempo em que meu coração era alegrado com um bom vinho! Hoje ele não suporta mais. Nem vinhos, nem excessos, não tristezas, não migalhas...hoje ele precisa de paz, de ficar quietinho ali se bastando para ainda viver um pouco mais mesmo com os doces pesares da falta de gratidão.

O amor, pegou o navio da ilusão, preferiu não cuidar do meu coração,trocou-me literalmente por uma léria fadada em mesa de bar.