sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sophia de Mello Breyner Andresen

Poesia


Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.


Um comentário:

Tico Paranhos disse...

Lindo! atraente à curiosidade e motivante! o desapego e a esperança do amanhecer pra mim justifica uma liberdade incondicional.